26.9.10

Um lugar do caralho!

Essa semana estivemos em Porto Alegre. Coisa rápida, 2 dias. Voltamos depois de 7 meses. Sem demora fomos para a Cidade Baixa. Acabamos no Parangolé curtindo um Astor Piazzolla. Voltamos para o hotel e lá, para nossa surpresa e felicidade, deparamo-nos com o Júpiter Apple Maçã com quem tivemos a oportunidade de conversar e fumar um cigarro. Como fãs e admiradores foi muito bom descobrir que além de artista genial ele é um cara genial. Um sujeito realmente muito legal! Críamos coragem e pedimos um autógrafo. O autógrafo foi dado no Jornal Boca de Rua que havíamos comprado na Cidade Baixa.
No outro dia, olhando, me liguei que o papel havia se tornado uma obra feita por várias mãos. Um conjunto de impressões expostos por um conjunto de relações. A folha tornara-se uma síntese gráfica de uma rede que se estendeu num espaço e num tempo determinado. Literalmente o registro, numa nova linguagem, de uma noite agora inesquecível.
P.S.: Grande abraço Júpiter!  
 autógrafo sobre jornal + inversão digital – 20X8 cm.

3.9.10

Diário de Bordo - Complemento












Hoje me encontrei novamente com os 11 urubus vegetarianos. Para minha surpresa descobri que não são mais 11, agora são10. Um deles apaixonou-se por uma fêmea carnívora e abandonou o grupo.

13.7.10

Diário de Bordo 2 - Rabiscos da nobre flora Vitoriana

Seguindo as caminhadas-pedaladas. São ruas, avenidas, vielas, pedras, águas, cantos e recantos. Se antes a surpresa foi animada desta vez inanimou-se. Consegui exemplos curiosos da flora. Um dos urubus dissidentes circundou o morro do cruzeiro apontando uma de suas longas penas para estas duas estranhas maravilhas.
Ficou o registro esferográfico. Percebi brotos ao redor... não sei se vão durar. Espero que essa espécie não suma destas terras... vamos indo.

5.7.10

Diário de Bordo 1 - Alguns seres vitorianos

As recentes caminhadas demonstraram-se um excelente exercício de observação e reprodução.
Tenho tentado registrar o máximo que posso. Por vezes se torna difícil. A velocidade invariavelmente me faz duplicar linhas, perder proporções, confundir espessuras... mas, o resultado é sempre bem parecido com o que vejo. Quanto mais próximo do litoral maior a profusão de seres alados. Quanto mais alto nas montanhas maior a  variedade de seres subterrâneos. Os que estão expostos aqui foram encontrados nestas condições. Quase nenhum deles encontrei sozinho. Fui guiado durante as caminhadas pelas mais diversas figuras: estetas beberrões, profetas andarilhos, donzelas coalhadas, 2 ou 3 peixes em processo de decomposição, um som estranho e por 11, isso mesmo, 11 urubus vegetarianos. 
Dentre tais guias, destaco os urubus e a donzela. Os primeiros revelaram-me um ser curioso que vivia sob a Pedra da Cebola. A segunda conduziu-me até a costa leste da Ilha do Frade onde encontrei outra criatura.

Pois bem, paro por aqui. É chegada a hora de outra caminhada. Mais imagens e quem sabe novas frases. 

14.5.10

A metafísica do cotidiano


Explicando um pouco o projeto. A coisa começou desde que me mudei para um apartamento no décimo quinto andar. A vista é incrível. Muita gente e muitos detalhes. Um baita cotidiano. Observando o pessoal, cenas legais começaram a surgir. Ficava imaginando histórias, pensamentos, conversas. Comecei a fotografar. Como minha câmera, apesar de guerreira, tem um zoom óptico de apenas 3X, não conseguia captar e enquandrar da maneira que planejava. Sem grana, a solução foi improvisar. Acoplei meu binóculo na câmera e num esforço de coordenação e malabarismo comecei a montar um banco de imagens. Inacreditavelmente o resultado ficou legal. Conseguia registrar os detalhes das cenas, principalmente as linhas.








O segundo estágio do processo era o de escolher as fotos e ver quais novas situações surgiam. Três exemplos estão postados aqui. No terceiro momento redesenhava as fotos no Corel Draw transformando-as em imagens vetoriais. O quarto momento era o de inserir na história os elementos que não existiram no registro fotográfico: novas cores, objetos, movimentos, pessoas (pra resumir nestes casos: o esqueleto, o revólver, juntar o cara da bike com a moça do orelhão - pois foram registrados em momentos diferentes e acho que nunca se falaram na vida...) E, finalmente, o quinto momento: ver como ficou a revelação desta aventura metafísica que é o cotidiano.